Meu cineasta predileto que fez Os Mortos no Sena (basedo em uma análise de mais de 300 registros de óbitos no rio francês) tem uma visão muito particular do mundo em que vivemos. Peter Greenaway, um galês de 66 anos, é muito mais jovem que muito estudante de cinema da UFF ou diretor de tv “revelação”, cultuado por aí. Ele estará no RJ para apresentar sua última obra Tulse Luper Suitcases. Já comprei o ingresso há dois meses! Veja o que ele disse para um repórter do Globo:
“Está superado o conceito de ficar parado durante quase duas horas em uma sala escura, olhando para a mesma direção, fingindo que não adivinhou o fim de uma trama tributária aos modelos do século XIX. Não vou mais a sala de exibição mas nos filmes que me chegam não vejo nada de interessante. Sabe quem são os artistas mais importantes da atualidade? São os webmasters. Eles entenderam aquilo que o cinema ainda não utiliza: a interatividade. O cinema perdeu sua primazia no que dia em que o controle remoto foi inventado, permitindo ao espectador o direito de escolha. Todo mundo quer ter o poder de decisão. Algo que as narrativas clássicas não ofereciam. “
Indagado se conhecia o Glauber Rocha, ele negou e disse estar mais interessado na pintura brasileira. Muito coerente. Terça estarei lá vendo a performance!!!!
